E então que eu tô te saco cheio de gente louca, de gente sem noção, de gente boçal. De gente que não enxerga os limites das pessoas e não sabe se colocar no lugar de ninguém. Se eu pudesse mandaria uma meia duzia bem selecionada praquele lugar, sem dó nem piedade. Meia dúzia só pra começar. Eu sempre tenho que tentar entender, que deixar pra lá, que perdoar. Tenho que engolir em seco e aceitar coisas que eu não queria. As vezes sobe na goela aquele vai se fu_ _ _ bem colocado, sabe? Mas o meu garbo, chame e elegância não me permitem tal feito. E por isso é que as coisas são assim. Porque o dia em que eu fizer, ahhhhhhhhhhh..... segura.... O péssimo disso tudo é que quem fica péssima sou eu. Uma hora dessas e eu tô aqui, pilhada, desejando que eu tivesse 1/2 lexotan. Era tudo o que eu queria hoje, meio calmante. Pra ver se eu apagava um pouco e largava isso tudo pra lá, mesmo que fosse por uma noite apenas. Tô sem me tratar da bipolaridade, não tô tomando meu remédio do Crohn. Tô abusando dos meus limites e sei que isso vai custar caro pra mim. Mas o que eu mais precisava mesmo nesse momento, era um pouquinho de estabilidade. Saber o que vai acontecer amanhã. E, de preferência, depois de amanhã também. Poder fazer planos, poder contar com alguém. Poder comemorar um aniversário junto com o aniversariante seria genial. Principalmente quando a gente ama loucamente ele, e ele não tem tempo pra desfrutar tudo isso. Queria poder convidar meu pai pra almoçar e ele aparecer. Ou arrumar a minha casa sem me preocupar que daqui a meses vou mudar de novo. Tem dias em que eu desejo que uma meia dúzia se engasgue com um sanduíche e morra engasgado, bem na minha frente, só pra eu desfrutar de ver a pessoa sofrendo como eu sofro por elas. Depois, claro, como toda boa cristã, me arrependo, peço perdão a Deus e exerço o perdão, que é uma das minhas especialidades. Pro meu azar, claro.
Escrito por Mama Ferraz às 00h13
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Esse final de semana eu me dei conta de que está chegando o dia em que vamos nos despedir de Santos. Deu uma dorzinha, eu diria até que uma vontadinha de chorar. Eu gostei tanto de morar aqui, da cidade, das pessoas que conhecemos, do cheirinho de maresia pela manhã.... Até dezembro teremos nosso destino decidido, e a mudança ganha forma. Santos é uma cidade alegre, cheia de sol, de vida. Caminhar no mar no finalzinho da tarde, depois de um dia cheio, é uma das melhores coisas pra mim. Moramos em um lugar legal, num bairro cheio de arvores. O meu prédio fica em frente de outro prédio, do lado de outro prédio, mas mesmo assim não é sufocante. A natureza está presente aqui em forma de mar, de arvores, de passarinhos que cantam na nossa janela. Me surpreendi com essa cidade, e ficaria aqui pra sempre se pudesse. Mas o show tem que continuar, e como disse um cantor poeta, "eu não vim até aqui pra desistir agora...."
Escrito por Mama Ferraz às 11h17
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