Tsc, tsc. Não, não está tudo bem. Não mesmo. As coisas não se ajeitam logo, a ansiedade é simplesmente a dona desse lar. Uma angústica paira por aqui, e não há nada que a faça desaparecer. Tem um marido pálido, adormecido depois de muito passar mal hoje. Um filho que me perguntou "porque as coisas não acontecem do jeito que a gente quer", sem sequer saber o que a gente realmente quer. Ah, e disse também "vamos dormir, mamãe, porque hoje foi um dia duro". O que uma criança de cinco anos entende de um dia duro? Estress, nervosismo, gente que não consegue parar de comer, de tamanha agonia. A grana vai ficando cada vez menor, e a esperança de que tudo vai se resolver não pode ir embora. Porque senão, f_ _ _ _. Tô apelando pra simpatias, rezas, promessas. Vou ter que pagar tanta da promessa pra minha Nossa Senhora Aparecida que só vendo. A pobrezinha não pára de receber meus apelos. Quem for de rezar, por favor, jeolhinhos no chão. Tamo realmente precisando.
Escrito por Mama Ferraz às 00h33
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Uma hora dessas e eu aqui, acordada. E sozinha, porque a família está adormecida, cada qual no seu local.
Mas quem dorme com um calor desses?
Tô com uma saudade danada da civilização. Ceis nem imaginam o quanto.
E também com muita saudade dos nossoa amigos. Ceis também nem calculam o quanto é ruim ficar isolado assim.
Sabe quando as coisas ameaçam melhorar, dão aquela clareadinha de deixar a gente animado? Então. Só que parou de novo.
Calma aí que eu vou ali no site da Caixa ver se eu ganhei na Lotofácil. Se eu não voltar é porque tô podre de rica.
Não acredito que tô aqui ainda.
Bão, a prosa tá boa, mas vou indo. Inté.
Escrito por Mama Ferraz às 01h52
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