Olaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa... Tudo belezura? Aqui tá.
Eu acho que toda escola tem o direito de fazer uma festa junina. Menos as duas que tem na rua de cima da minha casa.
E aquela mulher que fica berrando no microfone tinha que perder um bom pedaço da língua.
As crianças são tão obedientes, que ela tá praticamente se humilhando pra eles dançarem a quadrilha.
Caraca, a festa tá tão animada que tá tocando A Tristeza do Jeca.
Isso é bizarro, mas é verdade.
Mudando de assunto.
Criança diz cada uma, né?
"- Mãe, uma amiguinha está se recuperando de uma firangulia.
- Firangulia?
- É, mãe, ela tá tomando uns remédios.
- Filho, é pneumonia...
- Não, mãe, não é. Eu sei das coisas..."
E aí, tudo belezura?
Parei, respirei, acalmei. Descansei, dormi, sosseguei. Foi na marra, mas foi.
Pra encerrar com chave de ouro:
Fê: e a barriga?
Má: tá boa, fiz cocô durinho.
Fê: tipo bolinha?
Má: Não, tipo croquete.
Fê: uhhhhhuuuuuuuuuuuuu... o Carlos mandou parabéns pelo cocô durinho.
Má: Puxa, obrigada.
... Minha irmã se preocupa literalmente com as merdas que eu faço....
É sempre uma delícia ouvir alguém dizer "eu te amo". Eu não estou falando apenas daquele eu te amo do meu marido, do meu filho. Hoje eu ouvi um "eu te amo" de alguém que eu também amo muito. Um "eu te amo" sincero, de uma pessoa que nunca pediu nada em troca por me amar. A gente se conheceu há muitos anos, quando eu era uma adolescente. Ela trabalhava com o meu pai, era assistente dele. Não tenho noção de quanto tempo essa relação durou, mas mesmo depois que ela deixou o emprego, continuou a amizade com a família toda. Eu, particularmente, preservei a amizade. Cultivei.
Me lembro de quando eu fiz 15 anos, e de presente eu ganhei uma crise repentina de apêndice. Fui operada às pressas, e quando acordei, a primeira pessoa que tenho lembrança de ter visto foi ela. Ela e o Tico, seu parceiro e companheiro de vida. Ela estava lá, me olhando de longe, meia noite. Com um olhar preocupado, aquele olhar de mãe olhando pra sua cria. Como disse, não sei quanto tempo ela trabalhou com o papai. Mas minhas lembranças dela são muito fortes a partir daquele dia. Ela me deu um mickey, um donald e um outro bonequinho que eu não lembro, mas sei que eram 3, de borracha, pequenos. Foi um mimo. No meu aniversário, me deu um CD que eu tenho até hoje. Não sei dizer o motivo, mas um dia ela saiu do emprego. Isso não importava, ela sempre ligava pra nós. Eu a convidava para meus aniversários, convidei pro casamento. Eu fui ao casamento dela. Torci pelo sucesso das cirurgias, dos tratamentos. Ela torce pela minha melhora, é leitora do meu blog. Ela me escreveu hoje, me escreveu ontem, e sei que escreverá todos os dias que ela achar que preciso ouvir suas doces palavras. Sempre que puder me dar um sábio conselho. Adorei ouvir seu eu te amo, querida. E te devolvo o meu eu te amo, de todo meu coração.
Eu preciso urgentemente aprender a respirar. A parar de me preocupar com tudo e todos e realmente deixar que o mundo desabe, se for o caso. Eu preciso aprender a olhar pra mim, enxergar as minhas necessidades do momento. Eu preciso parar de tentar convencer as pessoas de que eu tenho a razão, mesmo que logo ali na frente elas descubram quebrando a cara no chão. Eu preciso diminuir o ritmo. Eu preciso cuidar da minha saúde, preciso de tratamento para o Crohn que não me larga. Eu preciso sair dessa crise, preciso não estar mais doente. Eu preciso viver um dia de cada vez, e deixar que o futuro se resolva amanhã. Eu preciso não ter mais febre de 40 graus, não passar horas do meu dia no banheiro. Eu preciso não ter mais que fazer exame de sangue a cada semana. Eu preciso de um tempo pra caminhar com meus filhos e meu marido pelo calçadão, sem que isso seja um sufoco. Eu preciso parar de ter ataques de nervos, de explodir cada vez que sou contrariada. Eu preciso aprender a fechar os olhos, abrandar o coração e acalmar. Preciso. Muito.
Todas as noites eu tenho vontade de sentar e escrever um pouco, mas o cansaço é sempre mais forte. O causo é que meus filhos não dormem. Isso mesmo. O Pedro acorda as 6 da manha, sabados domingos, feriados, dias santos. O Miguel dorme porcamente a noite e passa o dia todo barganhando um colo. Eu pulo da cama as 5 da manhã, quando ele acorda pra mamar. Por essa razão, leitores amados, não me odeiem. Eu juro que não tô ignorando oceis. É questão de sono, só.
E o Pedro nesse momento, está deitado na minha cama, agarrado ao boneco do Mickey. Ele está com ciumes, e eu me sinto muito mal com isso. Eu vejo que sim, estou em falta com ele. Me dá um enorme nó na garganta, uma vontade chorar, uma culpa enorme por deixar ele sofrer. O Miguel passou o dia inteirinho chorando, no colo, com cólicas e dores diversas. E o Pedro, pacientemente, esperando chegar a vez dele de curtir comigo o dia das mães. E quando eu deixei ele vendo desenho um pouco, e sentei aqui por alguns momentos pra dar uma passeada na net... ele dorme. Nessas horas eu queria que o dia tivesse algumas horas a mais. Como eu queria.
Daí que o Miguel precisou tomar Nan e isso arruinou o intestino dele. O menino agora só faz cocô a cada 3 dias. Imaginem que quando ele faz, é um estrago geral. Ontem teve festa de dia das mães na escola do Pedro. Ele não fazia o cocô desde segunda. Já adivinhou? Sim, colega. Lei de Murphy. E há quem não acredite nela.
Na visita à dotôra, a pessoa escangalhada (no caso, eu), sai de lá com a seguinte recomendação: "Vc pode ter uma vida normal, só não pode ingerir produtos industrializados, frituras, condimentos, gorduras, leite, bebidas alcoolicas, refrigerantes e nada forte e pesado, que agrida o organismo". Fio, daqui pra frente só água e alfafa.
E assim, esse corpicho já coleciona apenas 49 quilos.
Se o assunto é visitas, eu não posso deixar de comentar algo que aconteceu. Eu recebi pelas mãos do meu marido, um presente para o Miguel de alguém que mora dois andarem abaixo de mim. Então a pessoa tem a manha de levar pro escritório um presente que ela poderia ter gasto 2 minutos pra vir aqui e entregar? O que será que eu fiz pra essa pessoa? Adorei o presente, é lindo. Mas sim, fiquei chateada.
E então o Miguel nasceu. Foi antes da hora, em São Paulo, tudo diferente do que havia sido planejado. Aí o meu pai, genial, liga pro meu avô de 90 anos: "Papai, nasceu o apressadinho." Ponto final. Ele não explicou nada pro pobre ser de 90 anos. Porque por mais lúcido que ele seja, temos que considerar o avançado da idade. E então o vô me liga: "Filha, que nome esquisito é esse que você colocou no seu filho? Apressadinho? Nunca vi uma criança chamar assim..." Pobre, vovô.
Ai, nem acredito. Tô aqui de novoooooooooooooooooooooooo! Faz tanto tempo, aconteceram tantas coisas que eu não sei nem por onde começar a contar. Minha irmã casou, meu bebê nasceu, a filha da minha outra irmã está pra nascer a qualquer momento.São famílias novas se formando, vidas começando. E preciso dizer que a vida que começou aqui em casa é tããããããããããão fofinho... Eu ficaroa por horas aqui falando sobre tudo isso, mas eu tenho que ir cuidar da minha cria mais nova. Só que amanhã eu volto. Juro. Como eu disse, eu voltei. E pra ficar.
E o Marcio, de licença, dá tanto trabalho quanto um recém nascido.